sábado, 24 de abril de 2010

CARETAS E ZAMBIAPUNGA

O mundo de mistério e espanto das caretas (máscaras) e do zambiapunga (grupo de caretas), durante o Carnaval e em outras festas populares da Bahia. O vídeo registra os cortejos dos zambiapungas das cidades de Nilo Peçanha, Taperoá e Cairu, exibindo cenas do filme Zambiapunga de Cairu - Festança de Outrora (de 1978), de Agnaldo Siri.

FICHA TÉCNICA
Elenco: Documentário
Produção: TVE Bahia
Duração: 30 min.
Ano: 2000
País: Brasil
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

todo canto tem careta?

"CARETAS DE ACUPE"

Por Volta de 1850,quando em Acupe existia Engenho, o Senhor reunia todos os escravos para fazer uma pequena festa para alegrar o povoado,de repente surgiu um dos negros disfarçado,todos se alegraram até o senhor de engenho ,mas,ninguém sabia quem era aquele negro,o Senhor mandou o feitor reunir os escravos para contar ,faltava um,justamente aquele que estava disfarçado,dai nasceu os mascarados ,Hoje chamado "CARETAS DE ACUPE".E na data de 02 de julho e todos os domingos do mês de julho,saímos pelas ruas para fazer a nossa manifestação.
Nessa data não só a careta, mas outros grupos culturais da Acupe fazem esta manifestação para nosso povo!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ubuso ou Máscara Africana


O ubuso é uma máscara utilizada no culto africano para proporcionar boa sorte e protecção. Nos últimos séculos miniaturas de ubusos e ubusos em tamanho real têm vindo a ser cada vez mais usados como amuletos ou talismãs como símbolo protecção e fertilidade.

A maioria dos povos africanos dedica-se ao pastoreio ou à agricultura. A aldeia de Bambara dedica-se ao cultivo das suas colheitas de grão. As suas manifestações artísticas estão intimamente ligadas ao seu meio de sobrevivência. As mais importantes amostras escultóricas representam máscaras e figuras esculpidas para assegurar a fertilidade dos seus campos e o cuidado dos seus cultivos.

Os Bambara são um grupo Mandinka de mais de um milhão de pessoas que habitam em Mali e que se transformaram em excelentes e reconhecidos artistas na arte do metal, do couro, das tintas, da tapeçaria, dos objectos em esparto e sobretudo nos trabalhos esculpidos na madeira.As máscaras Bambara pertencem a 4 associações de culto maior: N'domo, komo, kove e Try voara. Estas sociedades tiram as suas máscaras durante as estações húmida e seca, para rogar aos deuses ajuda na sementeira e na recolecção das colheitas do milho e nas celebrações relacionadas com a chuva. Cada sociedade tem um tipo de máscara diferente carregada de simbolismo. A arte africana é multifuncional e compreende numerosas facetas da vida: o governo, a religião, a economia e também o entretenimento. As celebrações de cerimónias e rituais com bailes e máscaras tão enraizadas na cultura africana têm uma dupla vertente: sacro-religiosa e de crenças e outra estética e teatral.Em Africa, a doença e a morte podem ser imputadas a causas sobrenaturais. Os objectos de arte, junto com as técnicas mágicas e rituais são utilizadas para combater o infortúnio. Estes objectos conhecem-se pelo nome de "fetiches". A escultura ou objecto de arte costuma ser acompanhada por materiais diversos: caranguejos, ossos de animais e cornos, dentes, penas, parles de aves, tecidos, botões e pedaços de metais. Este conjunto de objectos estranhos tem um importante valor simbólico para os seus proprietários e, segundo a sua crença, influenciam o seu destino.O fabrico dos amuletos mais belos e importantes é realizado pelas famílias ou grupos de mais alta linhagem, reis ou sociedades de pessoas importantes da tribo com funções político-religiosas que governam o grupo. Os membros destes grupos de elite requerem uma série de qualidades: idade avançada, certas habilidades e status elevado.

segunda-feira, 21 de julho de 2008


Máscaras da Ásia
Enquanto as máscaras africanas e da Oceânia tiveram desde sempre direito a numerosas exposições e publicações no Ocidente, as máscaras asiáticas são ali muito pouco conhecidas. A moda das primeiras está ligada ao entusiasmo de artistas modernos como Picasso que viram nelas uma fonte de inspiração (cf. Les Demoiselles d’Avignon), de surrealistas como André Breton e a estudos de etnólogos que permitiram uma melhor compreensão do seu significado e das suas funções.

Além disso, os Europeus, ao partilharem a África e a Oceânia, puderam utilizá-las livremente. Essas condições nunca se verificaram na Ásia, donde a ignorância neste domínio, pese embora algumas excepções. No entanto, ainda que as máscaras asiáticas estejam muitas vezes ligadas a ritos religiosos que tendem a cair em desuso no mundo moderno, em particular nas grandes cidades, as máscaras continuam a fazer parte das culturas asiáticas vivas, tanto mais que foram retomadas por géneros de teatro mais ou menos desembaraçados da sua origem religiosa.

A Colecção Kwok On da Fundação Oriente que engloba cerca de 500 máscaras, permitiu organizar em 2007, na Abadia de Daoulas, em França, a primeira grande exposição de máscaras asiáticas no Ocidente a fim de mostrar a variedade e a sua beleza estética. A presente exposição de mais de duas centenas de máscaras da Índia, Sri Lanka, Tailândia, Indonésia, Tibete, China, Coreia e Japão permite já fornecer uma ideia da sua diversidade.

As máscaras que se apresentam são, com efeito, muito diversas e feitas de materiais muito diversificados; algumas são esculpidas em madeira, outras em papier mâché, outras ainda são feitas de tecido ou de metal. Algumas cobrem toda a cara e são em três dimensões, como as máscaras chinesas de dixi e a de Okina, no Japão, outras são espalmadas, como muitas das máscaras tibetanas do teatro laico, outras ainda são máscaras-capacetes em que entra toda a cabeça, como as do tetaro khôn da Tailândia. A sua função é a de dar uma imagem quer de seres divinos ou demoníacos, não humanos, quer de animais, míticos ou não, que intervêm nos rituais ou nas peças, quer ainda de tipos sociais, muitas vezes para sublinhar os traços no limite da caricatura, como no kôlam do Sri Lanka, nos sainetes coreanos ou em certas procissões japonesas. Usam-se em cerimónias religiosas, sobretudo em rituais de exorcismo, e nos teatros cujas representações deixaram de ter carácter religioso. Mais importante é a sua qualidade estética capaz de atrair o olhar mesmo daqueles que nada conhecem das culturas asiáticas. As máscaras decoradas de plumas do chauu de Purulia, na Índia, as máscaras do Sri Lanka, as do topeng de Bali, as do nuoxi da China, as do nô do Japão são exemplos de objectos que deveriam fazer parte da História da Arte.

Convite


domingo, 20 de julho de 2008

Máscaras são tema de encontro no TJA


O Projeto Encontro Lusófono de Máscaras foi lançado, ontem, no Theatro José de Alencar (TJA), com exposição aberta ao público, além de aula espetáculo e projeção de imagens de máscaras luso-afro-brasileiras. As atividades são uma prévia do encontro que acontece em abril de 2009, na Capital cearense, reunindo artistas e peças de países da comunidade de língua portuguesa.A exposição de máscaras lusófanas tradicionais chama atenção pela variedade de cores e expressões das peças, algumas confeccionadas pelo artista plástico Luiz Lemos, do município de Jardim, e outras pertencentes à coleção do teatrólogo e pesquisador Oswald Barroso, que coordena o projeto ao lado da produtora cultural Thais Andrade e do fotógrafo Alex Hermes.Sob uma intensa luz alaranjada, as máscaras, de diversos tamanhos e materiais, parecem explicar os sentimentos de quem as confecciona. “Sempre trabalhei com óleo sobre tela e esculturas monumentais. Depois que me envolvi com o Festival de Karetas de Jardim, despertei a curiosidade pelas máscaras, que hoje representam uma nova linguagem artística para mim”, disse o artista plástico Luiz Lemos.Aula espetáculoCinco atores, com diferentes máscaras representando expressões distintas, recebem ensinamentos cênicos no palco. Essa foi a atividade desenvolvida pelo ator e diretor Cláudio Ivo no lançamento do Encontro Lusófono. “Utilizo técnicas do exercício da sala de aula no palco, com presença da platéia. O espetáculo tem influências da Comédia Del’Art, mesclamos elementos mais clássicos com culturas populares”.

fonte: Diario do Nordeste

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Lançamento do Encontro Lusófono de Mascaras

O Lançamento do Encontro Lusófono de Mascaras foi a maneira encontrada pelos coordenadores do projeto, o sociólogo e pesquisador Oswald Barroso, a produtora cultural Thais Andrade e o fotógrafo Alex Hermes, para apresentar para jornalistas, empresários, pesquisadores, artistas, estudantes e o publico em geral um pouco da grandiosidade do Encontro, que será realizado em Abril de 2009 e contará com a presença de representantes de alguns países da comunidade da língua portuguesa.

O Encontro Lusófono de Mascaras consiste na realização de uma Exposição de Mascaras Lusófonas Tradicionais; uma Exposição sobre leituras e releituras das máscaras, nos mais diversos campos artísticos, como fotografia, artes visuais, artes plásticas, cinema e artes cênicas contemporâneas; um ciclo de debates sobre o tema máscaras lusófonas, trazendo especialistas para debater o assunto a partir dos mais diferentes pontos de vista, sejam artísticos, antropológicos, cênicos, psicanalíticos; uma programação de espetáculos cênicos em que as máscaras tenham pleno uso, seja nos campos do circo, da performance, da brincadeira infantil, das festas e folguedos, do jogo, do teatro e da dança; uma programação de oficinas de confecção de mascaras de gesso, folhagem e cabaça e oficina de utilização de mascaras da Comédia Del´Arte; uma mostra de filmes que tratem do tema das mascaras e a produção de um catálogo sobre o evento.

O Encontro Lusófono de Máscaras pretende trazer para pesquisadores, estudiosos, brincantes e artistas, a reflexão acerca da Máscara, um adereço que acompanha os seres humanos em todas as fases da vida, desde a infância até a morte, seja nas brincadeiras infantis, nos rituais de iniciação e passagem, nas festas e folguedos ou nas cerimônias mortuárias, utilizando como espaço de pesquisa as comunidades de língua portuguesa.

O projeto foi contemplado pelo edital Mecenas da Secult (Lei Estadual n 13.811) e se encontra em fase de aprovação na Lei Rouanet (Lei Federal n 8.313).

O Encontro Lusófono de Mascaras tem o apoio do Theatro José de Alencar, do Centro Cultural Banco do Nordeste, do Consulado de Portugal no Ceará, da Câmara Brasil-Portugal e também da Prefeitura Municipal de Jardim e da Associação dos Karetas através de Luís Lemos que confeccionou diversas mascaras para o lançamento do projeto.

Contato Coordenadores do Projeto

Thais Andrade

Diretora do Caldeirão das Artes Produções Artísticas

(85) 32530094 / 99977378

caldeiraodasartes@yahoo.com.br

Alex Hermes

(85) 32560084 / 88627608

alex.hermes@gmail.com

Oswald Barroso

(85) 32192923 / 99984299

oswaldba@ig.com.br